Mês: maio 2014

Meus primeiros 21km

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Eu posso dizer que corro há 1 ano e meio, mais ou menos. Antes disso, sempre que começava, acabava gripada depois de uma semana e ficava parada por outras várias. Tive que mudar minha alimentação e melhorar minha imunidade pra começar a correr de verdade. Comecei na esteira. Ia pra academia de noitinha e acompanhava toda a novela das 7 pelo closed caption (abrir mão da minha musiquinha, jamais!), passava rapidinho rapidinho! Fiz meus primeiros 10km assim, assistindo Cassimiro e Ester no ar-condicionado.

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Olha a novelinha alí! Hahaha

Daí me dei conta que, se queria continuar aumentando distâncias, precisava de um acompanhamento profissional. E foi aí que a Assessoria Esportiva Tarso Matos se mostrou essencial na minha evolução como corredora. Antes, eu corria 3x por semana a distância máxima que conseguia, e ia aumentando quilômetro por quilômetro de acordo com a minha própria vontade. Quando recebi minha primeira planilha, lembro que estranhei as distâncias em geral terem diminuído, mas a variação entre elas aumentou bastante. Conheci também o treino de fartlek, que alterna tiros curtos de alta velocidade com caminhadas, e quase morri na primeira vez que o fiz, mas terminei com a sensação de ter queimado umas mil calorias!

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Surgiu então a oportunidade de participar de uma corrida de 5km na cidade. Eu tinha jurado pra mim mesma que nunca participaria de nenhuma competição, que corria por puro prazer e achava essa coisa de competir uma bobagem. Paguei pela boca! Fui pra rua treinar no sol e no vento pra me preparar pra corrida e, desde então, nunca mais voltei pra esteira. Apaixonei pela corrida de rua e achei uma delícia competir.

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Minha primeira corrida, de 5km, com Marcella e Renan

Três meses depois de começar a ser acompanhada pela Assessoria Tarso Matos, aconteceria a Meia Maratona de João Pessoa e eu queria porque queria participar. Acabei forçando demais nos treinos e fui apresentada a boa e velha canelite (não tenho conhecimento científico para explicar muito bem, mas sei que é uma inflação na parte da frente da canela que dói pra caramba!). Tive que parar de correr por um bom tempo e desistir da Meia, foi bem chato.

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Quando soube agora em 2014, que viajaria pro Havaí e estaria por aqui logo na data de uma Meia Maratona, não deu outra: “dessa vez eu consigo!”. Meus treinos intercalaram um dia de curta/média distância, um dia de tiro (ultimamente são de 5 a 7 tiros de 1km cada) e um dia de “longão” – o mais gostoso. Ainda em João Pessoa, cheguei a fazer 15km com a subida da ladeira do Cabo Branco, e ainda treinei nas ladeiras daqui de Kailua, mas nunca tinha chegado aos 21km. Mesmo assim, acreditei quando meu treinador disse que na adrenalina, dava pra ir mais longe. E deu!

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Nesse dia a planilha pedia 6km com ladeira. Ainda não conhecia as ruas muito bem, então fui com meu irmão e ele caprichou nas ladeiras pra mim!

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Enfim, 21km!

Confesso que não fiz o percurso inteiro correndo, dei umas caminhadas pra respirar enquanto tomava água, mas ainda assim completei a bendita prova. Tive o benefício de ser acostumada com o calor escaldante de João Pessoa e, mesmo tendo terminado a prova às 8h da manhã daqui, até achei o vento friozinho. Por outro lado, só fiz ladeira 2x na vida e o percurso incluía várias delas, era tanto ‘sobe e desce’ que perdi as contas! Fiquei exausta, dolorida, literalmente acabada. Teve hora de doer joelho, teve hora de queimar a coxa, teve hora de querer parar… Mas teve a melhor hora de todas: a da chegada! Indescritível a sensação de saber que se é capaz de conhecer de perto seu próprio limite e ir além dele. Correr é isso, um auto-conhecimento gradual e uma evolução física e mental diária, por isso é tão viciante.

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O sol nascendo na primeira hora de corrida, lindo!

A Meia Maratona de Oahu ou Hibiscus Half Marathon aconteceu em Honolulu, às 5:30 da manhã. Dispunha de 3 distâncias: 5 milhas (8km), 15km e 13 milhas (21km). Todo o percurso sinalizado e bem protegido por guardas de trânsito. A largada foi dada ainda no escuro, com mais de 2000 pessoas de todas as idades, muito massa! E olha só que engraçado: o organizador da corrida era brasileiro! Legal né? Tem Brasil em todo lugar desse mundo. Hahaha

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Antes da largada, ainda no escurinho

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Kendra, Igor, Joh e eu, todos cansados e vitoriosos! Hahah

Passei uns dias pra me recuperar de tanto cansaço, mas passou. Passou cansaço, passou dor, passou tudo menos a conquista. Guardo comigo a medalha junto com o sentimento de vitória que essa corrida me trouxe, e desejo essa felicidade a cada um nesse mundo. Que a gente vá sempre além, porque a gente pode.

Meu beijo e vamo correr!

Sport tips: Canoa Havaina

Eu não podia deixar de falar desse esporte por aqui. Posso até arriscar dizer que a canoagem é tão presente no Havaí quanto o futebol é no Brasil. É super comum você ver pessoas de toda idade, todo estilo, todo corpo e toda hora do dia carregando um remo pela rua. Pela praia se vê inúmeras canoas colorindo a areia. Elas são, para os povos do pacífico, um objeto sagrado. E a remada, um ritual. Não é pra menos, o esporte te possibilita um contato incrível com a natureza, seja dentro do mar, do rio ou do lago e faz você sair revigorado.

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Não é um esporte tão fácil. Digo isso porque fiz questão de experimentar e apesar de ter me apaixonado pela prática, já fiquei morta de cansada no meio do caminho! Pior ainda: no dia seguinte, quase não me mexia de tanta dor muscular. Mesmo assim, faria de novo todo dia. A própria paisagem, o sentimento de equipe e os benefícios físicos que a canoagem proporciona compensam todo esforço, é maravilhoso. Principalmente quando se pode parar em alto mar por alguns minutos, como fizemos, para dar um mergulho na água mais cristalina desse mundo.

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O fundamento da canoagem está no movimento sincronizado das remadas. A equipe é formada de até 6 remadores e cada um rema de um lado, alternadamente, até o capitão da canoa fazer um som que sinaliza a troca de lados – esta feita rapidamente e com a canoa sempre em movimento. O trabalho, por incrível que pareça, é maior nas costas que nos braços, pois pra arrastar o remo na água é preciso fazê-lo com a força de todo tronco, inclusive do abdômen. É um ótimo exercício para tonificar peito, ombro, costas e braços, e de quebra ainda é um bom abdominal. O instrutor de canoagem Lúcio Scartezini, de Brasiília, afirma que cada remada equivale a um abdominal

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Cada remador tem uma função, o último funciona como quilha da canoa; é ele quem direciona para que lado a canoa vai, colocando o remo na água na posição certa, e é geralmente o remador mais experiente do grupo. Quando fui, fiquei no penúltimo lugar, bem na frente dele, o que foi de extrema ajuda pra mim, pois ele ficava dando dicas do movimento dos braços, do corpo, como mudar de lado… E ainda trocou meu remo por um menor, pra facilitar – e facilitou muito! #thanksmike!

Nosso barco chegando

Nosso barco chegando

A estrutura da canoa de 6 remadores tem em média 12 metros de comprimento e 50cm de largura, e mais uma ama sustentada por duas traves de madeira – essa extensão lateral -, que funciona como estabilizador. Antigamente, era feita toda de madeira, mas por questões ambientais, hoje é feita geralmente de fibra de vidro, o que possibilitou uma infinidade de cores. É um esporte lindo pra quem tá dentro e fora da canoa, muito legal!

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Canoas de Lanikai

Já existem muitos clubes de canoagem havaiana no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro. Em João Pessoa, infelizmente, nunca ouvi falar. Mas como existem canoas individuais, existe a possibilidade de se comprar uma ou mandar construir com alguém experiente no assunto. Enfim, dá pra dar um jeito se você quiser sair remando no estilo havaiano por aí. E eu garanto que vai adorar!

É bom destacar também que existem os grupos de passeio, como o que eu fui, e as equipes que participam de regatas, ou seja, competem umas com as outras tanto em âmbito local, como nacional e até internacional. Uma das remadoras do grupo que eu fui participa de regatas há anos e nos contou o quanto ficou surpresa quando, na última competição mundial, encontrou canoas até do Japão. Por aqui, algumas regatas são tão tradicionais que ainda usam a canoa feita da madeira local mesmo, bem bonitas.

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Toda feliz porque tinha sido escolhida logo pra ficar no barco do meu irmão! Hahaha

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Eu e Igor! Parada pra se esbaldar na vista e dar um mergulho

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Com um casal amigo nosso que pratica canoagem há um bom tempo e manda muito bem (Giancarlo, brasileiro e Alexis, americana)

Meu beijo e Aloha!

Feirinha orgânica no Havaí

Em Kailua existem 2 feirinhas orgânicas chamadas The Farmer’s Market, onde tudo que é vendido é produzido aqui mesmo no Havaí e livre de todos aqueles produtos químicos que a gente tenta fugir nos supermercados. Elas acontecem semanalmente em dois lugares diferentes da cidade e juntam centenas de pessoas de todas as idades, seja pra comprar frutas e verduras fresquinhas, seja pra lanchar um hambúrguer mais saudável. O ambiente é tão legal que às vezes tem até um som de voz e violão no meio das mesinhas.

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Parte coberta da feirinha, no estacionamento de um Supermercado Orgânico da cidade

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Parte externa

E tem de tudo! Do alface ao sorvete, passando pela comida vietnamita (depois tem post sobre ela, simplesmente deliciosa!), pelo cheeseburguer, pela sobremesa com batata doce, pela limonada… Tem orgânico pra todos os gostos.

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Sem falar nas barraquinhas encantadoras de flores e mudinhas de tempero pra você plantar em casa, tudo muito bem cuidado. Levamos pra casa uma de hortelã, uma de tomilho e uma de cebolinha.

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A barraca das mudinhas de temperos

Como só fui duas vezes e a segunda foi bem apressada, ainda não deu para experimentar muita coisa, mas o que provei tá aprovado! O hambúrguer orgânico é feito da carne dos bois criados na North Shore de Oahu, numas fazendas enormes que tem por lá. Eles não sofrem a tortura de uma criação para produção em massa e nós não sofremos os malefícios dos componentes químicos dos congelados. Não é muito light (até mesmo porque é bem grande!) nem agrada, claro, aos vegetarianos, mas como eu ainda não consigo me livrar totalmente da carne, é uma boa opção pra de vez em quando.

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Outras opções de pratos com a mesma carne

Para sobremesa fui de “Banana Malassada”, uns pedacinhos de banana contornados de batata doce com açúcar. Pode me condenar, mas valeu a pena! Meu irmão sempre pede o mesmo pratinho, com uma folhinha verde levemente frita e um pedacinho de atum em cima (o molhinho ainda é uma incógnita kkk), igualmente delicioso.

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Outro detalhe legal é que eles dispõem de esteiras pra gente colocar no chão e poder sentar e comer.

Mais uma sobremesa de comer rezando é o Banana Bread. Vende junto com outros pães, cookies e guloseimas docinhas feitos somente com ingredientes naturais. Não dá pra comer toda hora como dá vontade, mas mata aquela vontadezinha de doce sem tanto peso na consciência.

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A feirinha toda é muito legal, vale tanto pelo passeio quanto pelas compras e já é programa certo nas nossas quintas-feiras.

Procure uma feirinha orgânica perto da sua casa também e se jogue nas compras do bem!

Um beijo e aloha!

 

Mokulua Islands

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A Mokulua alí atrás, vista da praia

A Mokolua são 2 formações rochosas que deram origem a ilhas no meio do oceano pacífico e, conforme aprendi numa plaquinha por lá, eram inicialmente conectadas à praia de Lanikai. Também são bem conhecidas como “The Mokes” ou “Twim Islands” e podem ser vistas de toda Lanikai. Só a ilha da esquerda, a Moku Nui, tem acesso permitido, mas ainda assim com restrições. A ilha da direita, menor, chamada de Moku Iki é totalmente proibida.

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A Moku Nui possui uma faixa de areia, onde se encontram dezenas de turistas e locais para um dia de praia comum; um lado montanhoso arenoso, lar para incontáveis aves que fazem seus ninhos e se reproduzem, e cujo acesso não é permitido; e um lado de rochas e beleza indescritível, cuja trilha chega numa pedra alta de onde as pessoas costumam saltar. Chegamos inclusive a achar uma foca relaxando por lá!

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A Moku Iki vista da Moku Nui

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Olha só a foquinha, que fofa!

Ninguém vai de barco a motor até lá. Tem gente de caiaque, de prancha de surf, stand up paddle, canoa havaina, nadando… Cada um tem seu jeito, mas todos sem agredir a natureza. O passeio da praia até a ilha fica em torno de 1km e ainda dá pra ir parando no caminho pra mergulhar e ver uma natureza incrível por baixo do mar.

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Fomos eu, meu irmão e minha cunhada num caiaque de duas pessoas e um longboard, revezando.

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Paradinha pro mergulho!

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Ficamos um bom tempo por lá, uma delícia!

O passeio todo vale a pena! Quem for à Lanikai, não deve perder. Lembrando que Lanikai é uma praia de Kailua, a cidade vizinha à Honolulu. Então onde quer que você fique na ilha de Oahu, dá pra fazer um esforcinho e se esbaldar nas belezas da Mokulua! Mas sempre com consciência ambiental e respeitando as regras, hein? Pra conservar esse espetáculo da natureza por séculos!

Um beijo e Aloha!

 

Food tips: Poke Bowl

Como falado no post anterior, uma comida bem típica aqui no Havaí é a Poke Bowl.

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Originalmente, a poke bowl era feita com carne crua, retiradas as vísceras, pele e ossos, e servida com condimentos tradicionais, como sal marinho e algas (ou “limu” em havaiano). Com o tempo, condimentos da cozinha estrangeira foram sendo introduzidos, em especial os asiáticos e japoneses. Hoje, a cebola Maui também é bastante comum.

Photo May 12, 8 27 44 AMA poke bowl moderna também pode ser chamada de ‘ahi poke – ‘ahi denomina um tipo de atum no Havaí. Consiste em cubos de atum cru marinados com sal, molho de soja, óleo de gergelim, limu, pimenta chilli e inamona (condimento havaiano). Sem falar nas variações, que incluem salmão cru, camarão, polvo, etc.

O arroz também pode acompanhar, de preferência salpicado de furikake. Mais molhado e concentrado, facilita o uso dos palitinhos.

Além de tudo, ainda é super prático de fazer! Quer tentar? Você vai precisar de:

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2 bifes de atum fresco, em cubos

1 xícara de molho de soja

3/4 xícara cebolinha picada

2 colheres de óleo de gergelim

1 colher de sopa de gergelim torrado

1 colher de sopa de pimenta vermelha esmagada (opcional)

2 colheres de sopa de macadâmia bem picada

Em uma tigela de tamanho médio (preferencialmente de plástico), combine o atum com molho de soja, cebola verde, óleo de gergelim, sementes de gergelim, pimenta, e nozes de macadâmia. Misture bem. Refrigere por pelo menos 2 horas antes de servir e adicione o arroz comum da culinária japonesa. Tá pronto! (receita tirada do http://www.allrecipes.com)

Não existem muitas informações nutricionais sobre o prato, mas já dá pra concluir que não é algo gorduroso e pesado, pode comer feliz.

Quem experimentar, não vai se arrepender!

Beijo

 

 

Welcome to Hawaii!

Cheguei! Depois de 29horas viajando, entre céus e aeroportos, cochilos e lanchinhos, finalmente cheguei no Hawaii, e já no aeroporto comecei a me encantar. Nāo, eles não entregam colares de flores havaianos assim que você chega, eles vendem, e cada colar sai por 12$. Como as flores sāo naturais e no dia seguinte já não estariam tão bonitas, preferi descansar o rosto pra comprar um e me encher de fotos com ele!

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Chegando no avião. Enlouqueci nos tons de azul!

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Ainda no aeroporto.

Estou em Kailua, uma cidade menor vizinha à Honolulu (a capital), na ilha de Oahu. As ruas sāo largas e tem muito, mas muuito verde por todos os lados. O clima é uma delícia. Carros com pranchas/caiaques/canoas em cima são comuns e praticamente todos os estabelecimentos comerciais têm esse alma de surf e mar, é de encher os olhos!

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Até as caixas de correio são lindas!

Ainda conheci muito pouco daqui, chegamos domingo à tarde, comemos e fomos à missa – onde, por sinal, a recepção também foi maravilhosa, recebi um colar de conchinhas lindo por ter visitado a igreja pela primeira vez.

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Lindo né? Vou usar horrores!

Minha primeira refeição no Hawaii também ficou por baixo: comidinha típica havaiana (vale post só sobre ela depois), uma delícia!

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Atum cru com arroz! Básico, nutritivo e gostoso.

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Você escolhe o que colocar com o arroz. A maioria é bem picante, fiquei louca por água depois de provar alguns!

Até agora, é isso. Depois tem mais, muito mais!

Aloha!

Sport tips: Windsurf!

Sou suspeita pra falar de um esporte que meu pai ensina e do qual meu irmão coleciona troféus e medalhas na prateleira, mas não minto quando digo que o windsurf é fantástico. Ele trabalha todos os grupos musculares do corpo, traz uma paz imensa e ainda proporciona aquele bronze!

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Como iniciante, o primeiro desafio é permanecer em cima da prancha segurando a vela, o que envolve os músculos das pernas, ombros, antebraço e parte inferior das costas. E como o foco é justamente o equilíbrio, há também um bom trabalho dos músculos posturais, ou seja, ainda ajuda na definição da cintura.

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O gasto calórico na prática do wind também é bem atrativo. Um passeio recreativo te faz gastar entre 400 e 500kcal em 1 hora (1 horinha velejando passa muito mais rápido do que você imagina)! Sem falar que, quanto mais você evolui no esporte, mais velocidade consegue pegar e mais manobras consegue fazer, estimulando você a passar cada vez mais tempo em atividade na água, o que traz também benefícios cardiovasculares.

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É interessante ainda esclarecer sobre cada modalidade do esporte. Porque dependendo do seu equipamento e das condições de mar e vento, você pode velejar pra relaxar e curtir o visual ou pode se desafiar nas manobras e saltos.

1. FREESTYLE

Aqui o foco está justamente nas manobras. O equipamento é bem pequeno pra facilitar sua execução, o mar deve estar sem ondas e o vento de médio a forte.

Na foto (tirada por mim!), Golito Estredo, tetra campeão mundial de freestyle brincando em São Miguel do Gostoso - RN

Na foto (tirada por mim!), Golito Estredo, tetra campeão mundial de freestyle.

2. WAVE

Nessa modalidade, como o próprio nome diz, as ondas são essenciais. Os campeonatos são bem parecidos com os de surf, onde as manobras e saltos nas ondas são avaliados pelos juízes, e é o estilo mais desafiador de velejo.

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Kauli Seadi, brasileiro, tricampeão mundial de Windsurf Wave, em Cabo Verde. Foto: http://www.kauliseadi.com

3. FORMULA

Essa é uma categoria extremamente técnica. As pranchas são mais volumosas e as velas maiores.

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Paulo dos Reis, tetracampeão brasileiro de Formula.

4. SLALOM

É uma modalidade de velocidade. As competições acontecem contornando bóias até a chegada e o mar deve estar bem liso.

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Antoine Albeau, tricampeão mundial de Slalom. Foto: http://www.robertoriccidesigns.com

5. RS:X

É a modalidade olímpica do windsurf, a mais técnica de todas. Os equipamentos são iguais para todos os competidores e compatíveis com quaisquer condições de vento.

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Bimba, tricampeão panamericano, tetracampeão brasileiro, entre muitos outros títulos, e o único representante do Brasil nas olimpíadas. Foto: http://www.bimbawind.com.br

Importante lembrar: saber nadar é essencial! Se ainda não souber, inicie o curso de natação paralelo ao de windsurf, usando sempre colete salva-vidas no segundo. E nos lugares onde o mar é mais violento ou há grande quantidade de pedras, o uso do capacete é recomendado. No mais, basta entrar num biquini confortável, prender o cabelo e se jogar nessa delícia de esporte, você não vai se arrepender!

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Um beijo e bons ventos!

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Enfim, blog!

Hoje se concretiza um projeto muito antigo na minha vida, algo que sempre tive vontade, mas por pura insegurança vinha adiando há tempos. Meu blog, este blog, nosso blog. De vez em quando uma amiga ou familiar sugeria que eu fizesse um, mas eu sempre respondia com: “quem sou eu pra ter um blog?” Afinal, sou estudante de Direito, tenho muito pouco conhecimento na área de nutrição e educação física, não sou exemplo de disciplina nem tenho um “Antes e Depois” de cair o queixo e fazer meio mundo ir correndo pra academia. Eu sou normal, tenho uma vida normal e um corpo normal.

Mas o legal é que vivemos em mudança, e o que  hoje eu defino como “normal” não chega nem perto da minha definição de 1 ano atrás, por exemplo. Normal pra mim era comer um pacote inteiro de biscoito recheado com refrigerante toda tarde, normal era passar o dia sentada com preguiça de levantar pra qualquer coisa – menos pra comer -, normal era ter um milhão de gripes por ano, e deixar todas se transformarem em bronquites, pneumonias..

Hoje eu não passo um dia sequer sem me exercitar. Chocolate é coisa rara, raríssima. E gripe? Já nem lembro como é. O mais bacana é que toda essa mudança foi tão suave, tão gradual, que nem deu pra sentir. Eu fui do cheeseburguer sem salada à salada pura e crua com um sorriso no rosto. Surpreendi todo mundo que convive comigo e ainda dei um susto na pancinha! E isso tudo tem sido tão bom, tão gratificante, que a vontade de compartilhar fica grande. Quero transmitir aqui o bem que a atividade física e a melhora na alimentação pode trazer. Falar de esporte, de saúde e estilo de vida como quem fala numa roda entre amigos, trocando informação. Dá pra me mandar o que quiser de dúvida, sugestão ou blábláblá pela caixinha de “Contato” alí em cima. E mandem mesmo!

Agora vamo falar de coisa boa! Já tem post de WINDSURF aí. O esporte da minha família e o queridinho do meu coração. Espero que gostem!

Um beijo!
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