Mês: julho 2014

Hiking no Havaí: Farol de Makapuu

Como eu já disse em outro post, alguns hikings podem ser uma simples caminhada ao ar livre, num ambiente cheio de natureza e sem tanto esforço físico. Exatamente como o do Farol de Makapuu, no Hawaii.

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A trilha é, na verdade, toda asfaltada, tempos atrás era possível até o acesso de carro, ou seja, zero dificuldade. É, de fato, uma subida extensa, mas nada demais, tão tranquila que chega a ser um pouco sem graça, se você gosta mesmo de aventura. As paisagens, por sua vez, são de tirar o fôlego. Como em todo lugar na ilha, o mar é um deslumbre de cores entre o azul e o verde, pintando o quadro perfeito em conjunto com as rochas, as plantas e o céu.

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No fim da trilha, o lookout mostra o farol mais abaixo, para onde não se tem acesso. E as grades são cheias de cadeados com algum significado pessoal, o que acaba dando um charme a mais ao lugar e à paisagem em geral. É bem bonito, apesar de repleto de turistas concorrendo por um lugar melhor na foto.

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Confesso que fui sem saber de tamanha facilidade e movimento, então fiquei um pouco decepcionada, mas, graças a umas boas pesquisas na internet, eu e minha cunhada descobrimos que, em determinado ponto da trilha, há uma descida para as Makapuu Tidepools, piscinas de águas cristalinas formada pelas pedras da montanha em contato com o mar aberto. Aí sim, foi um show à parte!

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A descida fica logo onde tem uma placa informando sobre a possibilidade de se ver baleias no período do inverno (infelizmente, era verão). Não existe uma trilha bem delimitada para descer, tem que ir observando entre as pedras com muito cuidado, mas no meio do caminho você já começa a ver as ondas batendo nas rochas, subindo super alto e cobrindo as piscinas, um espetáculo.

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Quando se chega lá embaixo, é preciso deixar as coisas num lugar abrigado da água das ondas, mas não tão longe, porque as pedras são quentes e não dá pra andar descalço por muito tempo. Daí então, é só se esbaldar! Esquecemos o snorkel, mas logo percebemos que não era um item essencial, já que dava pra ver nitidamente os corais e peixes mesmo sem máscara, era a água mais cristalina que já tinha visto na vida.

DCIM101GOPROSem dúvidas, um dos lugares mais incríveis de Oahu, no Hawaii . A mistura da tranquilidade das piscinas com a força e a profundidade do mar aberto bem alí, do seu lado, é encantadora. Dessa vez, o benefício foi maior da mente que do corpo. Foi o que aprendi fazendo uns e outros hikings: o estímulo de sensações novas, paisagens novas, solos novos, cheiros novos, é tudo revigorante, dá vitalidade ao ser por inteiro. Todo mundo devia experimentar!

Beijo e boas aventuras!

 

Hiking no Havaí: Maunawili Falls

Fiz um hiking tão legal e diferente essa semana, que não podia deixar de contar aqui! Mas antes, quero esclarecer uma coisa: o termo “hiking” nem sempre pressupõe escaladas ou subidas íngremes, pode se tratar tanto de uma caminhada ao ar livre quanto de uma trilha entre penhascos, é algo bem abrangente.

Nesse caso, não tinha muito o que escalar, as partes de subida podiam ser feitas sem a ajuda das mãos e não havia grandes perigos, a não ser um iminente: escorregar.

DCIM100GOPROMaunawili Falls é uma cachoeira no meio da floresta de Maunawili, nos arredores de Kailua. O clima é bem úmido, não chega vento e é todo sombrio, o que torna o terreno argiloso claramente inevitável, mas não tira a beleza da trilha em geral, que passa ao lado de riachos, sobe até um pico alto e ainda atravessa o rio.

Chegando de carro, a vista já é linda, com a estrada passando entre árvores grandes, cheia de verde, um charme à parte. Na chegada da trilha, há plaquinhas sinalizando o caminho a seguir, só dentro dela que fica um pouco mais confuso, mas nada que te deixe perdido no meio do mato. O legal é que tem sempre muita gente por lá, então, na dúvida, basta perguntar ou seguir o fluxo.

DCIM100GOPROEm resumo, a Maunawili Falls Trail é muita lama! Umas partes mais escorregadias, outras onde cobre-se até o tornozelo. Não dá pra ter apego ao tênis por lá, nem muito menos “nojinho” de nada, o negócio é procurar o lugar mais seguro pra pisar, independentemente se é uma poça de lama ou não (e esse “não” é bem raro). No começo, o medo de escorregar e cair de bunda é tão grande que você se move bem devagarinho, depois se acostuma, pega o jeito e fica se achando o super aventureiro (tá, pelos menos eu!).

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Eu e minha cunhada no meio do lamaçal

Em alguns momentos, caminha-se paralelo ao rio que desce da cachoeira, são os cantinhos mais bonitos e agradáveis. Te dá, também, alguma esperança de estar chegando perto, mas não, demora mais um pouco.

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DCIM100GOPROExiste, ainda, uma tentativa de escada feita pelo governo num parte do percurso, no intuito de facilitar a subida no meio da lama até a parte mais alta do hiking, de onde basta mais uma descidinha e finalmente, a cachoeira.

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Photo 09-07-14 11 26 49Muita gente vai pra só pra pular da cachoeira. Desde a pedra do meio, mais baixinha, até de um lugar bem alto, que nem dá pra ver daí de baixo – e para onde não é permitido subir, é bom destacar. A água não é muito bonita, mas o lugar é muito legal e vale pela diversão da trilha toda.

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Pulei! Hahaha

Testada e recomendada! Totalmente diferente das demais trilhas que fiz por aqui, e dificilmente vista como algo pra ser rotineiro, mas é uma experiência super bacana e não exige muito fisicamente. Você termina imunda, mas termina feliz!

Photo 09-07-14 13 33 01É isso. Um pouquinho do Hawaii sem sol e mar, mas que é a cara do havaiano.

Um beijo e boas trilhas!

 

Sport tips: Stand Up Paddle

O Stand Up Paddle – ou SUP para os mais íntimos – não virou moda no último verão à toa. É um esporte leve, gostoso, fácil de aprender e de quebra ainda é um ótimo exercício físico. Pode ser praticado tanto no mar quanto em lagos e rios, geralmente com águas calmas ou, pra quem gosta de mais emoção, o SUP Wave ainda agrega o surf ao stand up, abrangendo os mares com ondas de todo tamanho.

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Até quem nunca subiu numa prancha na vida pode começar de joelhos pra ir se acostumando com o movimento da água, ganhando equilíbrio e, depois de um tempinho, já dá pra ficar em pé. O trabalho de costas e braços é bem intenso, mas as pernas e abdômen também acabam “sofrendo” para manter o equilíbrio, o que ajuda a tonificar os músculos do corpo inteiro.

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Os pés devem ficar paralelos, na distância da largura do quadril, centralizados no meio da prancha e virados para frente, os joelhos levemente flexionados e as costas retas – com o tempo, isso vai ajudar até na sua postura diária. É legal saber ainda que o equilíbrio deve partir sempre do quadril (não do tronco ou os braços) e o olhar precisa se manter no horizonte, como quando a gente aprende a andar de bicicleta. Outros detalhes como a maneira correta de segurar e manejar o paddle também ajudam muito e você mesmo vai percebê-los aos poucos.

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O tamanho da prancha pode variar bastante. As maiores são mais fáceis de se equilibrar, porém exigem um pouco mais esforço pra sair do lugar, enquanto as menores são mais instáveis e mais rápidas (o que na minha opinião é bem mais legal!). Já aquelas usadas pra surfar, além de pequenas, têm o bico mais fino pra facilitar a “cavada” na onda. Isso sem falar nas pranchas infláveis – sim, dá pra guardar seu SUP dentro de uma bolsa no apartamento! Eu nunca testei, mas dizem que é bem válido.

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O atleta paraibano Junior Manteiga, campeão de SUP Wave no Nordeste. Foto: http://www.clubeaguasabertas.com.br

O mais legal é que todo mundo pode subir num Stand Up e sair remando, não importa a idade, o peso ou se você é atleta ou não, basta querer. E dá pra ir com o filho, com o namorado, até com seu bichinho de estimação! Massa né? Sem falar que, como todo esporte no mar, a paz e a sensação de liberdade são indescritíveis, é um remédio pra saúde do corpo e da alma. Vale muito a pena gastar um tempinho remando.

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A Ciça e o Polo já são conhecidos no Brasil todo pelos seus passeios juntos de Stand Up pelo Rio de Janeiro, foto: instagram @caopanheirolabra

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Eu e meu namorado passeando em Barra de Camaratuba

Se você nunca tentou, vá em frente e experimente, você vai adorar! E se já, tenho certeza que agora deu vontade de repetir né? Tem SUP pra alugar em vários pontos de João Pessoa, como no Cabo Branco, no Bessa e em Ponta de Campina, e você também pode adquirir o seu ou mandar fazer. Entrando em contato com o V2 Windsurf Center, você vai conseguir todas as informações necessárias.

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Olha só a galera famosa entrando na onda!

Beijo e boas remadas!

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