Conhecendo o índice glicêmico

Se você está entrando nesse mundo de vida saudável agora, buscando informações sobre o que comer, quando comer e como comer, provavelmente já ouviu falar do famoso “índice glicêmico” dos carboidratos. A regra é: prefira os de menor IG! Ok, mas o que significa isso?

O corpo humano precisa de energia para desenvolver quaisquer atividades do dia-a-dia – principalmente se a sua rotina incluir atividades físicas de média a alta intensidade – e o carboidrato é considerado principal fonte alimentar de produção dessa energia. Mas é muito importante saber a melhor forma de absorvê-lo.

Quando falamos em índice glicêmico, nos referimos ao potencial que o alimento rico em carboidrato tem de elevar o açúcar no sangue. Alimentos que são convertidos rapidamente em glicose, portanto, possuem ALTO índice glicêmico, e acabam por aumentar também o hormônio da insulina, gerando acúmulo de gordura e sensação de fome. É o caso da farinha branca, da batata e dos açúcares refinados (leia-se: pão branco, bolo, pizza, refrigerante, suco de caixinha, etc etc..). Já os carboidratos de BAIXO IG são ricos em fibras, que limpam o organismo, aceleram o metabolismo e, por terem uma digestão mais lenta, nos mantêm saciados por mais tempo. Quais sejam: aveia, frutas, farinha integral, legumes, sojas e vegetais.

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Mas isso não quer dizer que você deva cortar ou exagerar em algum alimento baseado tão somente nesses dados. Existem questionamentos acerca da interferência direta do baixo IG nos benefícios supracitados, já que eles são próprios de uma alimentação saudável e com fibras, e não necessariamente de uma dieta de baixo índice glicêmico. A tapioca, por exemplo, possui alto índice glicêmico e é, mesmo assim, super saudável e recomendada por nutricionistas. O que pode (e deve) acontecer é a combinação dos grupos alimentares, visto que as gorduras boas, fibras e proteínas interferem no IG final da alimentação, equilibrando a refeição como um todo. A dica, no caso da tapioca, é misturá-la a fibras, como chia ou linhaça, que não mudam seu sabor, mas ajudam a matar a fome.

No fim das contas, toda pesquisa da área de nutrição nos leva a um conselho do livro “In Defense of Food” que nunca esqueci: “Eat food. Not too much. Mostly plants.” Literalmente: Coma COMIDA (de verdade). Não muita. Principalmente plantas. 🙂 Uma alimentação saudável é uma alimentação equilibrada.

Beijinhos!

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