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Hiking no Havaí: Kuliouou Ridge Trail

Estava devendo esse post há meses! Mencionei a Kuliouou Trail no post sobre a Koko Crater Stairs, mas ainda não tinha compartilhado os detalhes sobre ela por aqui. Um erro quase imperdoável, já que foi uma das trilhas mais bonitas que já fiz, de fácil acesso e rendeu boas fotos. O apaixonante nesse hiking é a sua variedade de vegetações e ambientes, que te leva da floresta de pinheiros à mata úmida sem deixar a beleza de lado em nenhum trechinho sequer.

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Se tiver chovido nos últimos dias, o início pode ser meio escorregadio, por causa da lama que se forma entre as raízes, mas nada que cause quedas ou acidentes, um pouco mais de atenção e você seguirá tranquilo – até porque a inclinação é mínima, resultante de uma subida em zigue-zague que corta a floresta em maior parte do percurso. Na verdade, a facilidade é tão grande que chega uma hora em que a caminhada torna-se enfadonha e começam a surgir pequenos atalhos de um nível para outro do zigue-zague. Sempre que achávamos um, dávamos uma analisada entre seu nível de dificuldade e o número de passos que economizaríamos.. e escolhíamos o atalho! Não era nada demais, mal chegava a 3m de altura e já estava pré-moldado por pés de outros apressadinhos. 🙂

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Viu como a vegetação aqui é diferente da foto anterior??

Localizada na área de Hawaii Kai (Oahu, Hawaii), a Kuliouou começa no fim da Kalaau Road; seguindo pela parte asfaltada, chega-se ao Valley, uma depressão entre as montanhas também bastante visitada, já o caminho do lado direito – não pavimentado – da rua te leva ao topo das montanhas, nosso destino final. É uma trilha bem definida, muito dificilmente você ficará perdido no meio do nada, mas em caso de dúvidas, basta conferir alguns passos à frente e o caminho se tornará nítido novamente.

E então, quando você já está acostumado com a facilidade, começam a aparecer algumas subidas mais íngremes e, em seguida uma super escada interminável até o topo. Os degraus são apenas algumas tábuas entre terra, lama e raízes, onde a mata já é bem aberta e o protetor solar começa a se mostrar indispensável – e é nessa parte que o cansaço vem dar um “oi”. Felizmente, junto com o suor, vem o brilho nos olhos: entre as curvas da escada, nas quais você se depara inesperadamente com mais um lance enorme de degraus, aparece um vislumbre estonteante da paisagem que te espera lá em cima, e você não vê a hora de chegar!

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Sem pressa, o hiking todo dura em torno de 4h. Num passo mais apertado, dá pra cansar na subida e chegar rapidinho na volta. São mais ou menos 8km de todo tipo de mata, folhas, aromas e paisagens, e as mudanças são tão nítidas que, para preservá-las, existe uma espécie de “tapete” para limpar o calçado entre um ecossistema e outro, evitando levar consigo sementes do anterior para o seguinte!

Ver o ambiente mudar tão radicalmente em poucos passos é um estímulo brilhante para o cérebro, um carinho para vista, e mais legal que chegar lá em cima é curtir cada pedacinho dessa trilha. Mas, claro, a vista do topo também paga qualquer esforço. Eu, particularmente, tenho muito amor por lugares altos. Ver o mundo lá de cima, além de ser lindo, te dá um pouco de consciência sobre sua própria pequenez, te impulsiona o desejo de conhecer cada vez mais daquela imensidão e traz um sentimento de paz e gratidão pela vida inestimáveis.

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O “tapetinho”

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Como aventureiros prevenidos que somos kkkk, levamos conosco bastante água e um lanchinho, essencial para renovar as energias e descer a trilha toda em pouco mais de 1h! A verdade é que paramos MUITO durante a subida para tirar 1001 fotos, então na volta estávamos cansados e tudo que queríamos era voltar à civilização (banho, comida e cama, não necessariamente nesta ordem!). Mas ao fim, só ficou o sentimento de que valeu a pena, e valeu DEMAIS. Quem for a Oahu, não deixe de conferir. Também não deixe de conhecer o site unrealhawaii.com, guia de muitas aventuras nas duas viagens que fiz ao Hawaii e dono de fotos belíssimas!

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Ops!

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No mais, divirtam-se! Natureza e esporte são a combinação perfeita pra isso.

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Beijos!

Hiking no Havaí: Koko Crater Stairs

Sim, eu voltei ao Hawaii! E dessa vez levei a família inteira junto, inclusive o namorado. Só não foi melhor porque tivemos que voltar. Foram apenas 14 dias no paraíso, então não pudemos fazer tantas trilhas como gostaríamos, mas com certeza as únicas 2 que fizemos (além da boa e velha Pillbox de Lanikai, que já falei aqui) valeram muitíssimo a pena.

Vou começar falando do hiking mais cansativo de todos, a Koko Crater Stairs. Não tem muita trilha, pedras ou escaladas, é “só” escada de cima a baixo. São 1048 degraus no que pertencia a uma antiga linha de trem levando ao topo da cratera de Koko Head, formada por um vulcão inativo.

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Início da escada

Os degraus variam de altura e ângulo de inclinação, tudo ficando cada vez mais difícil e, como se não bastasse, há um trecho onde a escada não possui solo, somente as tiras de madeira e um vão embaixo – daqueles que você prefere nem olhar!

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A parte onde falta chão (em todos os sentidos!)

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Agora, o fim da escada!

Resumindo, cansa, e muito. Mas a vista, como sempre, é a melhor recompensa! Do topo da montanha tem-se uma visão de 360º das praias e baías de Oahu, as cidades, o mar e as ilhas menorzinhas perto da costa, é muito lindo de se ver.

DCIM110GOPRO DCIM110GOPROChegamos exaustos, mas muuuito felizes! 🙂 É muito gostoso saber que você conseguiu subir tudo aquilo. Mas, cuidado. Se você não tem algum preparo físico, pode ser perigoso passar mal no meio da caminho, já que não existe quase nenhuma sombra e pouco espaço na lateral da escada.

No mais, encha uma garrafa de água e prepare as pernocas, porque elas vão trabalhar um “bucado”!

Beijos e boas aventuras!

PS.: O short e o top são da @fitboxjp, uma loja super legal de moda fitness aqui em João Pessoa, tudo lindo e veste mega bem. Fica na Av. João Câncio, em Manaíra e o WA delas é (83) 9827-0390.

Hiking no Havaí: Farol de Makapuu

Como eu já disse em outro post, alguns hikings podem ser uma simples caminhada ao ar livre, num ambiente cheio de natureza e sem tanto esforço físico. Exatamente como o do Farol de Makapuu, no Hawaii.

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A trilha é, na verdade, toda asfaltada, tempos atrás era possível até o acesso de carro, ou seja, zero dificuldade. É, de fato, uma subida extensa, mas nada demais, tão tranquila que chega a ser um pouco sem graça, se você gosta mesmo de aventura. As paisagens, por sua vez, são de tirar o fôlego. Como em todo lugar na ilha, o mar é um deslumbre de cores entre o azul e o verde, pintando o quadro perfeito em conjunto com as rochas, as plantas e o céu.

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No fim da trilha, o lookout mostra o farol mais abaixo, para onde não se tem acesso. E as grades são cheias de cadeados com algum significado pessoal, o que acaba dando um charme a mais ao lugar e à paisagem em geral. É bem bonito, apesar de repleto de turistas concorrendo por um lugar melhor na foto.

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Confesso que fui sem saber de tamanha facilidade e movimento, então fiquei um pouco decepcionada, mas, graças a umas boas pesquisas na internet, eu e minha cunhada descobrimos que, em determinado ponto da trilha, há uma descida para as Makapuu Tidepools, piscinas de águas cristalinas formada pelas pedras da montanha em contato com o mar aberto. Aí sim, foi um show à parte!

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A descida fica logo onde tem uma placa informando sobre a possibilidade de se ver baleias no período do inverno (infelizmente, era verão). Não existe uma trilha bem delimitada para descer, tem que ir observando entre as pedras com muito cuidado, mas no meio do caminho você já começa a ver as ondas batendo nas rochas, subindo super alto e cobrindo as piscinas, um espetáculo.

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Quando se chega lá embaixo, é preciso deixar as coisas num lugar abrigado da água das ondas, mas não tão longe, porque as pedras são quentes e não dá pra andar descalço por muito tempo. Daí então, é só se esbaldar! Esquecemos o snorkel, mas logo percebemos que não era um item essencial, já que dava pra ver nitidamente os corais e peixes mesmo sem máscara, era a água mais cristalina que já tinha visto na vida.

DCIM101GOPROSem dúvidas, um dos lugares mais incríveis de Oahu, no Hawaii . A mistura da tranquilidade das piscinas com a força e a profundidade do mar aberto bem alí, do seu lado, é encantadora. Dessa vez, o benefício foi maior da mente que do corpo. Foi o que aprendi fazendo uns e outros hikings: o estímulo de sensações novas, paisagens novas, solos novos, cheiros novos, é tudo revigorante, dá vitalidade ao ser por inteiro. Todo mundo devia experimentar!

Beijo e boas aventuras!

 

Hiking no Havaí: Maunawili Falls

Fiz um hiking tão legal e diferente essa semana, que não podia deixar de contar aqui! Mas antes, quero esclarecer uma coisa: o termo “hiking” nem sempre pressupõe escaladas ou subidas íngremes, pode se tratar tanto de uma caminhada ao ar livre quanto de uma trilha entre penhascos, é algo bem abrangente.

Nesse caso, não tinha muito o que escalar, as partes de subida podiam ser feitas sem a ajuda das mãos e não havia grandes perigos, a não ser um iminente: escorregar.

DCIM100GOPROMaunawili Falls é uma cachoeira no meio da floresta de Maunawili, nos arredores de Kailua. O clima é bem úmido, não chega vento e é todo sombrio, o que torna o terreno argiloso claramente inevitável, mas não tira a beleza da trilha em geral, que passa ao lado de riachos, sobe até um pico alto e ainda atravessa o rio.

Chegando de carro, a vista já é linda, com a estrada passando entre árvores grandes, cheia de verde, um charme à parte. Na chegada da trilha, há plaquinhas sinalizando o caminho a seguir, só dentro dela que fica um pouco mais confuso, mas nada que te deixe perdido no meio do mato. O legal é que tem sempre muita gente por lá, então, na dúvida, basta perguntar ou seguir o fluxo.

DCIM100GOPROEm resumo, a Maunawili Falls Trail é muita lama! Umas partes mais escorregadias, outras onde cobre-se até o tornozelo. Não dá pra ter apego ao tênis por lá, nem muito menos “nojinho” de nada, o negócio é procurar o lugar mais seguro pra pisar, independentemente se é uma poça de lama ou não (e esse “não” é bem raro). No começo, o medo de escorregar e cair de bunda é tão grande que você se move bem devagarinho, depois se acostuma, pega o jeito e fica se achando o super aventureiro (tá, pelos menos eu!).

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Eu e minha cunhada no meio do lamaçal

Em alguns momentos, caminha-se paralelo ao rio que desce da cachoeira, são os cantinhos mais bonitos e agradáveis. Te dá, também, alguma esperança de estar chegando perto, mas não, demora mais um pouco.

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DCIM100GOPROExiste, ainda, uma tentativa de escada feita pelo governo num parte do percurso, no intuito de facilitar a subida no meio da lama até a parte mais alta do hiking, de onde basta mais uma descidinha e finalmente, a cachoeira.

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Photo 09-07-14 11 26 49Muita gente vai pra só pra pular da cachoeira. Desde a pedra do meio, mais baixinha, até de um lugar bem alto, que nem dá pra ver daí de baixo – e para onde não é permitido subir, é bom destacar. A água não é muito bonita, mas o lugar é muito legal e vale pela diversão da trilha toda.

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Pulei! Hahaha

Testada e recomendada! Totalmente diferente das demais trilhas que fiz por aqui, e dificilmente vista como algo pra ser rotineiro, mas é uma experiência super bacana e não exige muito fisicamente. Você termina imunda, mas termina feliz!

Photo 09-07-14 13 33 01É isso. Um pouquinho do Hawaii sem sol e mar, mas que é a cara do havaiano.

Um beijo e boas trilhas!